segunda-feira, agosto 28, 2006

Incubadoras promovem o empreendedorismo inovador

Na última semana ocorreu o evento mais importante de promoção do empreendedorismo inovador no Brasil: o Workshop e Seminário Nacional da Anprotec (associação que representa as incubadoras e parques tecnológicos). Mais de 650 pessoas do Brasil e do exterior reuniram-se em Salvador-BA para apresentar estudos de casos, discutir propostas de políticas públicas e propor caminhos para que o país entre definitivamente na rota do crescimento por meio do empreendedorismo inovador.

Eu tive a oportunidade de participar como palestrante e coordenador do workshop acerca de educação empreendedora. Foram apresentadas diversas experiências bem-sucedidas que têm sido implementadas nas cidades (educação nos ensinos fundamental e médio), no terceiro setor (ONGs), nas universidades e também nas empresas (empreendedorismo corporativo). Grande destaque deve ser dado ao papel das incubadoras de empresas, que totalizam mais de 370 em operação atualmente no país. Um número expressivo se considerarmos que em média cada incubadora possui cerca de 10 empresas incubadas, sem mencionar empresas associadas. Ou seja, um contingente repleto de exemplos de inovação.

Não existe no país movimento tão relevante e que realmente tem buscado a promoção do empreendedorismo e inovação de forma sistêmica, ou seja, procurando ganhar escala com modelos que se têm mostrado adequados para a nossa realidade. Mais que oferecer suporte às iniciativas empreendedoras, as incubadoras oferecem um leque de serviços diferenciados, assessoria em gestão, suporte às ações mercadológicas, infra-estrutura de qualidade, bem como um passaporte para o mercado exterior e contato com empresas âncoras e capitalistas interessados em investir em novas empresas.

Empreendedores com idéias criativas com grande potencial de viabilidade têm chances de acelerar e efetivamente fazer o seu negócio acontecer ao buscar os serviços das incubadoras. Se todos os argumentos apresentados até aqui não forem suficientes para lhe convencer, acredito que este dado será decisivo: empresas incubadas têm mais chance de sobrevivência e sucesso que aquelas iniciadas fora da incubadora. Enquanto a maioria das empresas criadas no país deixa de existir em 3 anos (índice próximo dos 70% segundo algumas pesquisas), nas incubadoras ocorre o inverso, ou seja, mais de 70% sobrevivem e atingem o sucesso.

A aposta do país no movimento de incubação de empresas foi acertada, mas agora precisamos fazer com que mais empresas e empreendedores tenham acesso a estas iniciativas. Além das incubadoras de empresas, parques tecnológicos também têm sido estruturados para prover condições de desenvolvimento e crescimento às empresas inovadoras. Esta tem sido a receita de sucesso de muitos países desenvolvidos.

Para que tenhamos resultado semelhante não basta apenas criar as condições para as empresas se desenvolverem. Precisamos que nossos empreendedores aproveitem a oportunidade e priorizem idéias inovadoras. Como já comentei em textos anteriores, este ainda é um desafio que precisa ser superado urgentemente. A inovação deve ser a palavra de ordem dos empreendedores, pois está intrinsecamente associada ao empreendedorismo. Quando nossos empreendedores se convencerem disto, os resultados com certeza surgirão de forma acelerada. Para aqueles interessados nos resultados do evento, acessem: www.anprotec.org.br. É isso aí.

1 Comments:

At 7:55 AM, Blogger Marcio Nobrega said...

Realmente as incubadoras fazem a diferen�a. Um amigo que iniciou sua empresa em uma incubadora do sebrae relata que se nao fosse a asessoria recebida provavelmente nao teria passado do primeiro ano e que com certeza nao teria hoje uma empresa t�o bem estruturada. Eu, Patr�o! (http://eupatrao.blogspot.com)

 

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