terça-feira, julho 22, 2008

Trabalho em equipe...

Olá pessoal!
Meu nome é Álvaro e sou um dos técnicos de um time de futebol da cidade onde moro, no interior de São Paulo. Dediquei toda a minha vida ao futebol. Quando jovem, não pude participar do time escolar em virtude de uma limitação na minha perna direita que me impede de fazer movimentos bruscos. Contudo, sempre adorei assistir os treinamentos dos meus colegas de sala e os meus comentários sempre foram levados em consideração. Após alguns anos, um grande amigo e ótimo jogador me convidou para ser seu sócio em uma fundação de Futebol. Não pensei duas vezes e hoje exerço minhas atividades de estrategista ao lado dele. Embora não possa jogar, gosto do meu trabalho e sou respeitado por toda a equipe que formamos.
Nossa fundação é uma organização sem fins lucrativos que visa promover a cidadania ao atender jovens carentes que lutam para não perderem a esperança em um mundo de grande desigualdade social. Os resultados são incríveis. Muitos dos nossos “Jovens jogadores” hoje já estão em grandes times de futebol do Brasil. Embora, nossos fundos financeiro sejam pequenos, sempre há espaço para mais pessoas, rapazes ou moças, que gostem de jogar e lutem por um futuro melhor.
Recentemente, um grande problema atingiu toda a nossa equipe. Dois dos nossos melhores jogadores se envolveram em uma situação complicada e de origem pessoal que repercutiu negativamente na equipe. Nossa cidade é pequena e alguns acontecimentos afetam todas as nossas instituições. Eu e o meu sócio acreditavámos que em breve essa situação seria esquecida, mas semana passada um membro da equipe nos comunicou que ele e outras pessoas deixariam a fundação se não houvesse a exclusão imediata dos dois rapazes. Imediatamente convoquei uma reunião com toda o grupo e decobri que a visão desta pessoa é compartilhada por muitos outros. Conversei também com os rapazes envolvidos no problema e acredito que eles já aprenderam a lição. Contudo, ambos se prontificaram a sair da equipe em pró de todos.
Minhas estratégias sempre estiveram relacionadas ao futebol. Gosto do pessoal que treino e muitos são meus amigos. Meu sócio acha que perder duas pessoas da equipe não é muita coisa se compararmos aos quarenta rapazes e moças dessa turma. Mas, para mim, a perda desses dois rapazes estaria contrariando a missão da nossa fundação. As pessoas nos procuram por que querem mudar. Querem crescer.
Será que eu, como líder dessa equipe, tenho a obrigação de afastar essas pessoas para benefício do grupo? Ou simplesmente devo contrariar os desejos de quarenta pessoas, como um gesto de confiança?
Espero que vocês possam me ajudar neste problema e estou esperando o contato de vocês!

2 Comments:

At 8:54 PM, Anonymous bryan said...

expulsa as bibas...

 
At 6:16 PM, Blogger marcodoabc said...

Não tem nem dúvida, perdoar sempre, não importa o que seja, perdoe e mostre grandeza, não se importe com quem é contra, outros virão, quem somos nós para julgar alguém, quem nunca errou, perdoe e fale pra todo o porquê do perdão, você ficará mais em paz com sua consciência.
Grande abraço
Marco Antônio - www.protejaoplaneta.com.br

 

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